CAMADAS E REVESTIMENTOS · CONTROLE DE PELÍCULA SECA

Meça a camada aplicada sem confundir revestimento com espessura da peça.

O controle de revestimentos verifica a espessura da película depositada sobre uma base metálica.

Para escolher corretamente o equipamento, é necessário considerar o material da base, a faixa esperada, a geometria da peça e a tolerância definida pelo processo.

Material da base

Identificar se o substrato é ferroso ou não ferroso é essencial para selecionar o modelo adequado.

Faixa da camada

A espessura esperada precisa estar dentro da faixa de medição do equipamento.

Geometria da peça

Curvatura, área de contato e acesso influenciam o posicionamento do transdutor.

Tolerância do processo

Os limites aceitáveis devem ser definidos antes da interpretação dos resultados.

CAMADA SOBRE SUBSTRATO

O resultado representa o revestimento aplicado, não a espessura total do componente.

Nesse tipo de aplicação, a leitura corresponde à camada existente entre a superfície externa e a base metálica.

A finalidade pode ser acompanhar a aplicação, verificar uniformidade, identificar excesso ou falta de material e comparar os resultados com a tolerância definida pelo processo.

Esse controle é diferente da medição da parede completa de uma chapa, tubo ou componente. Para espessura total da peça, pode ser necessário outro princípio de medição.

Antes de comparar valores, confirme se o processo precisa controlar a película aplicada ou a espessura total do material.
Camada e parede são grandezas diferentes
Camada e parede são grandezas diferentes
FERROSA OU NÃO FERROSA

O mesmo revestimento pode exigir configurações diferentes dependendo do substrato.

A escolha do medidor não depende apenas da camada. O material que está abaixo dela também participa do princípio de medição.

As linhas Plus 1000 e Plus 5 mm são apresentadas para medições sobre bases ferrosas ou não ferrosas. O modelo Plus 15 mm é informado para utilização somente sobre base ferrosa.

A compatibilidade final deve ser confirmada com a equipe técnica, especialmente em ligas, geometrias ou superfícies não convencionais.

TRÊS FAIXAS DISPONÍVEIS

A faixa correta evita trabalhar no limite inadequado do instrumento.

Faixa, precisão e resolução não devem ser analisadas isoladamente. O material da base e a condição real da peça também precisam ser compatíveis com o modelo.

01

Plus 1000 — Camadas

Aplicação indicada: controle de películas secas e revestimentos em faixas menores.

Faixa: 0 a 1.000 µm. Precisão: ± 2 µm. Resolução: 1 µm.

Base: ferrosa ou não ferrosa.

Recursos: alarmes de tolerância, memória para 20.000 medições em 50 bancos e cálculos de máximo, mínimo e médio.

02

Plus 5 mm — Camadas

Aplicação indicada: revestimentos e camadas com espessuras superiores à faixa micrométrica do Plus 1000.

Faixa: 0 a 5,00 mm. Precisão: ± 0,05 mm. Resolução: 0,01 mm.

Base: ferrosa ou não ferrosa.

Recursos: alarmes, memória, cálculos estatísticos e operação em modo diferencial.

03

Plus 15 mm — Camadas

Aplicação indicada: camadas espessas sobre base ferrosa.

Faixa: 0 a 15 mm. Precisão: ± 0,10 mm. Resolução: 0,01 mm.

Base: somente ferrosa.

Recursos: alarmes de tolerância, memória para 20.000 medições em 50 bancos e modo diferencial.

DO AJUSTE À DECISÃO

Uma leitura isolada não representa necessariamente toda a superfície.

O controle fica mais consistente quando aplicação, preparo, pontos, leitura, tolerância e registro seguem uma sequência clara.

Confirmar a aplicação

Identifique o substrato, o tipo de revestimento, a faixa esperada e a tolerância.

Preparar o equipamento

Utilize os padrões e siga o procedimento indicado no manual do modelo.

Definir os pontos

Escolha regiões que representem a peça e as possíveis variações do processo.

Realizar as leituras

Mantenha posicionamento e condição de contato consistentes entre os pontos.

Comparar com a tolerância

Avalie valores individuais, mínimos, máximos e médias conforme o critério interno.

Registrar a decisão

Armazene ou documente os resultados necessários para acompanhamento do processo.

MAIS DO QUE EXIBIR UM VALOR

Funções de memória, alarme e estatística ajudam a acompanhar a variação.

Os recursos disponíveis ajudam a organizar medições, observar desvios e apoiar a decisão do controle de qualidade.

Alarmes de tolerância

Sinalizam leituras fora dos limites configurados para a inspeção.

Memória de medições

Permite armazenar resultados para consulta e organização posterior.

Bancos de dados

A divisão em bancos ajuda a separar peças, lotes, produtos ou etapas do processo.

Máximo, mínimo e média

Recursos estatísticos facilitam a observação da dispersão entre os pontos medidos.

Modo diferencial

Nos modelos compatíveis, permite observar a diferença em relação a uma referência configurada.

Padrões de ajuste

Lâminas e chapa de aço apoiam preparação e conferência conforme o manual.

CONDIÇÃO REAL DA PEÇA

Uma peça plana e uma superfície curva não oferecem a mesma condição de contato.

O transdutor precisa ser posicionado de forma estável sobre a região que será inspecionada.

Curvaturas acentuadas, bordas, áreas estreitas, rugosidade, sujeira ou irregularidades podem dificultar o contato e aumentar a variação entre leituras.

Quando a geometria não é convencional, informe dimensões, raio de curvatura e área disponível para contato antes de definir o equipamento.

Superfície plana
Curvatura externa
Curvatura interna
Bordas e cantos
Área reduzida
Acabamento irregular
ACOMPANHAMENTO DA APLICAÇÃO

A medição pode apoiar ajustes antes, durante e depois da produção.

A quantidade de pontos, frequência e critério de aprovação pertencem ao procedimento de cada empresa.

Preparação do processo

Definição da faixa e dos limites que serão acompanhados.

Ajuste inicial

Verificação das primeiras peças antes da continuidade do lote.

Acompanhamento da produção

Medições em pontos e frequências definidos pelo controle de qualidade.

Inspeção final

Comparação dos resultados com os critérios de liberação.

Análise de desvios

Investigação de regiões com excesso, falta ou variação de revestimento.

O EQUIPAMENTO MEDE; O PROCESSO DEFINE O CRITÉRIO

Transformar leitura em decisão exige um plano de inspeção.

O medidor pode fornecer

O processo precisa definir

O melhor resultado surge quando o equipamento correto é utilizado dentro de um procedimento claro e repetível.

Controlar revestimentos não é apenas medir uma película. É acompanhar se a camada aplicada está coerente com a base, com a tolerância e com a finalidade do produto.

Tecnomedição — Controle de camadas orientado à aplicação
PERGUNTAS FREQUENTES

Dúvidas sobre medição de camadas e revestimentos.

Respostas para dúvidas frequentes sobre base metálica, faixa, modelos Plus, recursos, padrões e condições de medição.

Não. Ele mede a espessura do revestimento aplicado sobre uma base compatível. Para medir a espessura total da peça, pode ser necessário um medidor por ultrassom.
Depende do modelo. Plus 1000 e Plus 5 mm são apresentados para bases ferrosas ou não ferrosas. Plus 15 mm é informado somente para base ferrosa.
A escolha depende da faixa esperada, da precisão necessária, do material da base e da geometria da peça.
Os três modelos são apresentados com alarmes para medidas fora de tolerância.
Os modelos são apresentados com memória para 20.000 medições, subdivididas em 50 bancos.
As páginas dos produtos informam o fornecimento de jogo de padrões composto por lâminas e chapa de aço, além de transdutor, manual e estojo.
Nem sempre. A quantidade e a posição das leituras devem representar a peça e seguir o procedimento definido pelo controle de qualidade.
A viabilidade depende do raio, da área de contato e da compatibilidade do transdutor. Geometrias especiais devem ser avaliadas antes da indicação.