EMBALAGENS SOPRADAS · DISTRIBUIÇÃO DE PAREDE

A embalagem pode parecer uniforme por fora e variar muito por dentro.

No processo de sopro, a espessura da parede pode mudar entre fundo, corpo, ombro, gargalo, cantos e regiões próximas à alça.

O controle por pontos ajuda a localizar as áreas mais finas, comparar peças e acompanhar se a distribuição do material permanece dentro dos critérios definidos para a embalagem.

Geometria

Fundos, ombros, curvas, gargalos e alças não oferecem a mesma condição de medição.

Acesso interno

A esfera precisa alcançar a região correspondente ao ponto externo onde o sensor será posicionado.

Alinhamento

A esfera e o centro do sensor precisam permanecer alinhados para evitar leituras incorretas.

Menor espessura

A função de captura ajuda a identificar o menor valor ao movimentar a peça durante a inspeção.

A ESPESSURA NÃO SE DISTRIBUI SOZINHA

Peso total e aparência externa não mostram onde a parede ficou mais fina.

Durante a formação da embalagem, o material se alonga e se distribui por uma geometria que pode incluir mudanças de seção, curvas, reforços e áreas estreitas.

Uma peça pode apresentar peso compatível com a especificação e ainda conter diferenças importantes entre suas regiões.

Por isso, o controle precisa relacionar cada valor ao ponto onde ele foi obtido.

O menor valor pode estar em uma região pequena que desaparece quando a análise considera apenas a média da embalagem.
Espessura localizada para decisões mais claras
ESFERA INTERNA E SENSOR EXTERNO

A parede é medida pela distância entre a esfera metálica e o transdutor.

O manual do SME MAG informa que o equipamento foi desenvolvido para medir paredes de frascos plásticos e outros materiais não magnéticos sem destruir a amostra.

Uma esfera metálica é colocada no interior da embalagem, enquanto o sensor permanece na face externa.

A aproximação da esfera altera o campo magnético percebido por um sensor de efeito Hall. O instrumento processa essa resposta e a converte em espessura.

Como a medição depende da posição relativa entre esfera e sensor, o alinhamento é uma parte crítica do procedimento.

A grandeza medida define o método
PONTOS DE CONTROLE

O plano de medição deve acompanhar as mudanças de forma da peça.

Nem todos os pontos de uma embalagem são necessariamente acessíveis ao sistema. A abertura, a esfera, a curvatura e o espaço interno precisam ser avaliados.

Fundo

Região que pode apresentar distribuição diferente do corpo e concentrar detalhes geométricos.

Cantos inferiores

Transições entre fundo e parede lateral merecem pontos próprios de inspeção.

Corpo

Leituras em diferentes alturas e posições ajudam a observar a uniformidade da parede.

Ombro

A redução de seção pode alterar a distribuição do material antes do gargalo.

Gargalo

Acesso, curvatura e espaço interno devem permitir a aproximação correta da esfera.

Alças e rebaixos

Geometrias complexas podem dificultar o alinhamento ou impedir o acesso da esfera.

Linhas e detalhes

Regiões próximas a mudanças de geometria podem ser incluídas quando forem relevantes ao projeto.

ESFERA NO CENTRO DO SENSOR

Uma leitura estável depende de a esfera permanecer exatamente sob a ponta do transdutor.

O manual alerta que desvios de alinhamento podem produzir leituras equivocadas. Peças muito curvas, regiões estreitas ou movimentos rápidos podem aumentar a dificuldade de manter essa condição.

Esfera livre

Confirme que a esfera se movimenta livremente no interior da embalagem.

Ponto correto

Aproxime a esfera da região interna correspondente ao ponto externo.

Sensor centralizado

Posicione o centro da ponta do sensor sobre a esfera.

Movimento controlado

Movimente a peça sem perder o centro durante a leitura.

Repetição de valores

Repita leituras inesperadas antes de registrar o resultado.

Pontos próximos

Compare regiões vizinhas para entender variações locais.

Apoio ou dispositivo

Use apoio quando a geometria dificultar alinhamento manual.

ENCONTRAR O PONTO MAIS FINO

A inspeção pode acompanhar uma região inteira em vez de depender de uma única leitura parada.

O SME MAG possui função para capturar a menor espessura de uma sequência de medições. O manual descreve o uso da pedaleira para iniciar a captura enquanto a peça é movimentada.

01

Posicionar a esfera

Leve a esfera até a região interna correspondente ao início da varredura.
02

Centralizar o sensor

Confirme o alinhamento antes de iniciar a sequência.
03

Ativar a captura

Use o comando previsto no equipamento e no manual.
04

Movimentar a embalagem

Percorra a região com velocidade controlada e contato estável.
05

Registrar o menor valor

Associe o resultado à região, peça, lote e condição de inspeção.
MEDIDOR PARA SOPRADOS

Leitura contínua e captura eletrônica da menor espessura.

A especificação de raio mínimo deve ser confirmada no catálogo técnico antes de entrar em uma tabela comercial definitiva, pois a redação publicada pode gerar interpretação ambígua.

Faixa de medição

0,02 a 2,60 mm.

Precisão informada

Precisão de ± 0,02 mm.

Resolução

Resolução de 0,01 mm.

Leitura contínua

Leitura instantânea durante a inspeção.

Menor espessura

Captura eletrônica do menor valor da sequência.

Raio mínimo publicado

0,2 mm com esfera de 4 mm, sujeito à confirmação de catálogo.

Sonda ou transdutor

Item informado na página do produto.

Saída para computador

Envio de resultados para registro externo.

Software de instalação

Apoio à comunicação e ao uso dos dados.

Lâminas de calibração

Jogo de lâminas para referência de espessura.

Manual de instruções

Documento de utilização do equipamento.

Maleta de transporte

Proteção e organização do conjunto.

Base fixa ou manual

Transdutor utilizável em base fixa ou em modo manual.

Calibração do zero

Dispositivo para zero e espessura de referência.

Pedaleira

Acionamento para captura da menor espessura.

Comunicação serial

Saída serial descrita no manual.

Planilha ou software

Exportação de valores para acompanhamento.

REFERÊNCIA DO SISTEMA

Temperatura, orientação e resposta do sensor podem influenciar o resultado.

O manual apresenta uma calibração básica em duas etapas: ajuste do zero e ajuste com uma espessura padrão de referência. A calibração deve ser repetida quando houver mudança relevante de condição.

Calibração do zero
Referência de espessura conhecida
Conferência após variação de temperatura
Alinhamento durante a calibração
Padrões limpos e sem deformação
Verificação antes de novo lote
ANTES DE ACEITAR A LEITURA

Uma diferença inesperada pode estar no posicionamento ou no ambiente.

Antes de aprovar uma medição, confira alinhamento, interferências, temperatura, condição do sensor e acesso interno da esfera.

Esfera fora do centro

O deslocamento lateral em relação à ponta do sensor altera a resposta magnética.

Campo magnético próximo

Motores, transformadores, alto-falantes e ímãs podem interferir na leitura.

Massa metálica próxima

Objetos metálicos próximos da ponta do transdutor podem modificar o campo percebido.

Temperatura diferente

Mudanças de temperatura podem exigir repetição da calibração.

Ponta desgastada

Desgaste ou dano na superfície do sensor pode comprometer a precisão.

Região sem acesso

A esfera pode não alcançar corretamente cantos, gargalos ou geometrias internas restritas.

Movimento muito rápido

Velocidade excessiva dificulta o alinhamento e a repetição na busca do menor valor.

COMPARAR PEÇAS NAS MESMAS CONDIÇÕES

O valor se torna útil quando o ponto pode ser encontrado novamente.

Uma rotina clara ajuda a comparar peças, lotes, moldes, cavidades e ajustes sem perder o vínculo entre ponto medido e resultado.

Criar desenho da embalagem

Marque pontos fixos ou regiões de varredura com identificação simples.

Definir a sequência

Organize a ordem das leituras para evitar que pontos sejam esquecidos.

Identificar a amostra

Registre produto, molde, cavidade, lote, data e turno quando relevantes.

Medir nas mesmas posições

Mantenha o alinhamento e a forma de movimentar a peça.

Registrar mínimos

Não substitua toda a distribuição por um único valor médio.

Comparar com limites

Use tolerâncias e critérios definidos pelo projeto e pela qualidade.

Acompanhar tendências

Compare resultados entre lotes, ajustes e condições de produção.

Em embalagens sopradas, controlar a parede é transformar curvas, cantos e transições em pontos conhecidos, comparáveis e repetíveis.

Tecnomedição — Medição aplicada ao processo de sopro
O EQUIPAMENTO MEDE; O PROCESSO DEFINE A CONFORMIDADE

A leitura precisa estar ligada ao projeto e ao plano de inspeção.

O SME MAG pode fornecer

O processo precisa definir

O equipamento mostra a espessura da parede. A aceitação da embalagem depende dos requisitos definidos para o produto.

PERGUNTAS FREQUENTES

Dúvidas sobre controle de embalagens sopradas.

Respostas sobre SME MAG, esfera interna, alinhamento, captura da menor espessura, interferências magnéticas, calibração e envio de dados.

Não. O SME MAG foi desenvolvido para medir paredes de frascos plásticos e materiais não magnéticos sem destruir a amostra.
Uma esfera metálica permanece na face interna e o sensor na face externa. A variação do campo magnético é convertida em espessura.
Sim. O manual informa que o alinhamento com o centro da ponta do sensor é essencial para evitar leituras incorretas.
Sim. O equipamento possui captura da menor espessura em uma sequência de leituras. O manual descreve a utilização da pedaleira durante essa operação.
Não necessariamente. A esfera precisa alcançar a região interna e o sensor deve conseguir permanecer alinhado na face externa.
Sim. O manual orienta evitar motores, transformadores, ímãs, alto-falantes, grandes massas metálicas e outras fontes próximas ao transdutor.
A calibração deve ser realizada conforme o manual. O documento recomenda repeti-la quando houver variação de temperatura.
A página do produto informa saída para computador e software. O manual também descreve comunicação serial e uso dos valores em software ou planilha.
Não. A distribuição pode variar entre fundo, corpo, ombro, gargalo e outras regiões. O plano deve definir diversos pontos ou áreas de varredura.