FUNDIÇÕES · CONTROLE DE PAREDE E COMPORTAMENTO ACÚSTICO

Em peças fundidas, a medição precisa considerar o material antes de interpretar o número.

Fundidos apresentam geometrias complexas e estruturas internas que podem alterar a propagação do ultrassom.

A Tecnomedição reúne soluções para medir espessura localizada e determinar velocidade sônica, apoiando rotinas de desenvolvimento, controle de qualidade e comparação de peças.

CARACTERÍSTICAS DO MATERIAL

Estrutura, superfície e geometria participam da leitura.

A resposta ultrassônica de um fundido pode variar de acordo com a liga, a granulação, a presença e a forma da grafita, a porosidade, o tratamento e a condição superficial.

Esses fatores influenciam a quantidade de energia que atravessa a peça e a estabilidade do eco que retorna ao transdutor.

Por isso, valores de faixa publicados com referência em aço não devem ser transferidos automaticamente para todas as ligas fundidas.

Em fundidos, o equipamento precisa ser configurado para a peça real — não apenas para uma faixa indicada no catálogo.
Material, geometria e sinal avaliados em conjunto

Liga e estrutura

Liga, tratamento e granulação podem alterar a propagação e a atenuação do som.

Grafita e porosidade

Forma da grafita, vazios e heterogeneidades influenciam a estabilidade do eco.

Superfície

Rugosidade, carepa e irregularidade podem exigir preparação ou avaliação adicional.

Geometria

Paredes, raios, nervuras e transições mudam a condição de contato e retorno.

RESULTADOS QUE RESPONDEM A PERGUNTAS DIFERENTES

Espessura e velocidade sônica utilizam ultrassom, mas não entregam a mesma informação.

Medição de espessura

Velocidade sônica

DO DESENVOLVIMENTO À LIBERAÇÃO

O mesmo instrumento pode apoiar decisões diferentes conforme a etapa.

A medição não substitui o plano de controle. Pontos, frequência e limites precisam ser definidos pela empresa conforme peça, processo e criticidade.

01

Desenvolvimento da peça

Levantamento inicial de pontos, geometrias e regiões onde a parede precisa ser acompanhada.
02

Primeiras amostras

Comparação entre o projeto, a peça produzida e os valores encontrados nas áreas definidas.
03

Ajuste de processo

Verificação após mudanças de molde, alimentação, resfriamento, tratamento ou parâmetros.
04

Usinagem

Conferência de regiões onde a remoção de material modifica a espessura final.
05

Controle de produção

Repetição dos mesmos pontos em peças e lotes diferentes para acompanhar estabilidade.
06

Liberação

Comparação dos resultados com os critérios estabelecidos para o produto.
PAREDES, RAIOS E TRANSIÇÕES

Nem toda superfície acessível oferece um retorno ultrassônico adequado.

A geometria da peça muda a condição de inspeção e deve ser considerada antes de interpretar a leitura.

Paredes paralelas

Podem favorecer o retorno da parede oposta quando o transdutor permanece bem posicionado.

Mudanças de seção

Transições entre regiões finas e espessas podem dificultar repetição e interpretação do eco.

Raios e superfícies curvas

Exigem atenção à área de contato e à orientação do transdutor.

Regiões próximas a nervuras

A geometria pode desviar o feixe ou criar respostas que não representam a parede desejada.

Superfícies usinadas

Normalmente oferecem contato mais regular e podem servir como ponto de referência.

Superfícies brutas

Rugosidade, carepa e irregularidade podem exigir preparação e avaliação adicional.

MAPA DE INSPEÇÃO

Uma leitura isolada tem pouco valor quando não é possível encontrá-la novamente.

Peças fundidas podem apresentar grande variação geométrica. Para comparar resultados entre amostras, lotes ou campanhas, os pontos devem ser identificados em desenho, fotografia ou gabarito.

Cada leitura precisa estar associada a uma região clara da peça. O histórico ganha confiabilidade quando a posição e as condições de medição podem ser repetidas.

SELEÇÃO PARA O MATERIAL REAL

O melhor transdutor é aquele que produz um eco forte e estável na região necessária.

Fundidos podem absorver e dispersar mais energia ultrassônica do que materiais homogêneos e laminados. A seleção deve equilibrar energia, frequência, contato, faixa, curvatura, superfície, temperatura e qualidade do eco recebido.

O equipamento para fundidos apresentado pela Tecnomedição utiliza o transdutor TM-216 EX, com contato de 16 mm e opções de 1 ou 2 MHz.

Energia enviada

A aplicação precisa receber energia suficiente para produzir retorno interpretável.

Frequência

Frequências menores podem favorecer penetração em determinadas condições.

Diâmetro de contato

A área de contato deve se acomodar à região da peça.

Faixa de espessura

A faixa esperada deve ser compatível com o conjunto selecionado.

Curvatura

Raios e superfícies curvas alteram contato e orientação.

Superfície

Rugosidade e irregularidades influenciam o acoplamento.

Temperatura

A condição térmica pode exigir procedimento ou transdutor adequado.

Qualidade do eco

O retorno precisa ser forte e estável antes do registro.

COMPARAÇÃO DO MATERIAL

Uma espessura conhecida permite observar como o som se propaga pelo fundido.

Na medição de velocidade sônica, a espessura da peça é obtida mecanicamente e utilizada como referência para o cálculo ultrassônico.

O valor resultante pode ser comparado com referências internas e apoiar a indicação do grau de nodularização.

A velocidade sônica não substitui automaticamente a análise metalográfica; a correlação precisa ser estabelecida e validada pela própria aplicação.

Espessura mecânica conhecida
Mesmo ponto para leitura ultrassônica
Referências representativas
Faixas de comparação definidas
Registro das condições
Correlação validada pelo processo
ECO FRACO, INSTÁVEL OU INESPERADO

Antes de concluir que existe desvio, verifique a condição de medição.

Quando o equipamento não recebe um retorno confiável, a ausência de uma leitura estável não deve ser transformada em um valor presumido.

Limpar a área

Remova sujeira, carepa solta e resíduos da região de contato.

Aplicar acoplante

Refaça o acoplamento para eliminar ar entre transdutor e peça.

Reposicionar o transdutor

Teste a estabilidade no mesmo ponto antes de registrar o valor.

Conferir zero

Verifique o ajuste do transdutor conforme o procedimento.

Velocidade sônica

Confirme se a velocidade configurada representa o material.

Espessura conhecida

Compare com referência conhecida sempre que possível.

Pontos próximos

Repita medições em regiões vizinhas para entender o comportamento.

Outra frequência

Avalie outro transdutor quando a aplicação permitir.

Estabilidade do eco

Registre apenas leituras com retorno consistente.

Limitação encontrada

Documente restrições de superfície, geometria ou material.

INFORMAÇÃO PARA O CONTROLE

A medição ajuda a comparar; o processo define como agir.

A instrumentação pode fornecer

A fundição precisa definir

A confiabilidade depende da combinação entre equipamento, referência, procedimento e conhecimento do material.

SOLUÇÕES PARA O SEGMENTO

Conheça as linhas mais próximas das aplicações em fundidos.

As páginas relacionadas ajudam a aprofundar a escolha entre espessura, velocidade sônica, transdutores e END.

Fundido — Ultrassom

Medição localizada de espessura com configuração de transdutor voltada a materiais de maior atenuação.

Velocidade sônica — SME-P VS

Determinação da velocidade de propagação do som para comparação de materiais e indicação do grau de nodularização.

Transdutores ultrassônicos

Modelos normais, duplo cristal, angulares e especiais para diferentes geometrias e aplicações.

Ensaios não destrutivos

Conteúdo introdutório sobre medição, inspeção e limites dos métodos que preservam a peça.

Na fundição, medir bem é reconhecer que a geometria mostra a forma da peça, enquanto o sinal ultrassônico também carrega informações sobre o comportamento do material.

Tecnomedição — Medição aplicada à realidade dos fundidos
PERGUNTAS FREQUENTES

Dúvidas sobre medição em fundições.

Respostas para dúvidas sobre espessura, velocidade sônica, transdutores, geometria, eco instável e nodularização em peças fundidas.

Pode ser possível por ultrassom, desde que o material, a geometria, a superfície e o transdutor produzam um eco estável.
Não. O próprio site informa que o alcance muda conforme o material. A faixa efetiva precisa ser avaliada para a peça real.
Granulação, grafita, porosidade, rugosidade e geometrias complexas podem absorver, dispersar ou desviar o sinal.
Não necessariamente. Primeiro devem ser verificados acoplamento, superfície, transdutor, velocidade e posicionamento.
Ele é destinado à medição de parede no ponto. Localizar e caracterizar descontinuidades exige técnica, equipamento e procedimento específicos.
É a determinação da velocidade de propagação do som utilizando uma espessura conhecida como referência.
Ela pode apoiar a indicação e a comparação, mas os limites precisam ser correlacionados e validados com referências do processo.
Para comparar peças, lotes ou alterações de processo, manter pontos identificados aumenta a consistência do histórico.
A Tecnomedição informa que desenvolve transdutores especiais sob solicitação para aplicações específicas.
ORIENTAÇÃO PARA FUNDIÇÕES

Precisa medir parede ou comparar velocidade sônica em uma peça fundida?

Envie o tipo de material, a espessura esperada, fotografias da geometria, a condição superficial e a informação que precisa ser controlada.