CHAPAS E TUBULAÇÕES · MEDIÇÃO DE ESPESSURA POR ULTRASSOM

Meça a espessura da parede com acesso a apenas um lado da peça.

A medição ultrassônica permite avaliar a espessura de chapas, tubos e componentes sem alcançar diretamente a face oposta.

O resultado depende da compatibilidade entre material, faixa, superfície, temperatura, transdutor, acoplamento e procedimento de inspeção.

Material

A velocidade de propagação do som precisa ser compatível com o material inspecionado.

Superfície

Ferrugem, carepa, rugosidade e irregularidades podem prejudicar o acoplamento.

Transdutor

Frequência, diâmetro de contato e faixa útil devem atender à espessura e à geometria.

Referência

A configuração deve ser conferida com uma espessura conhecida e representativa da aplicação.

PRINCÍPIO PULSO-ECO

O equipamento calcula a espessura pelo tempo de percurso do som no material.

O transdutor envia um pulso ultrassônico para o interior da peça. A onda percorre o material, reflete na parede oposta e retorna ao sensor.

O equipamento relaciona esse tempo de ida e volta com a velocidade sônica configurada para calcular a espessura localizada abaixo do transdutor.

Como o som não atravessa adequadamente uma camada de ar, utiliza-se um acoplante entre o sensor e a superfície da peça.

A leitura não depende apenas do equipamento: velocidade sônica, zero do transdutor e qualidade do acoplamento precisam estar corretos.
Tempo de percurso convertido em espessura
ACESSO POR UMA ÚNICA FACE

Uma solução útil quando a parede oposta não está disponível para medição direta.

A medição de espessura não substitui, por si só, uma avaliação completa de integridade ou um ensaio destinado à localização e caracterização de descontinuidades.

Ela apoia a verificação pontual da parede quando material, faixa e condição de inspeção são compatíveis.

GEOMETRIA DA SUPERFÍCIE

A orientação do transdutor ganha importância em superfícies curvas.

Chapas e superfícies planas

Tubos e superfícies curvas

O diâmetro do tubo e a área disponível para contato devem ser informados antes da seleção do transdutor.

ENERGIA, FREQUÊNCIA E CONTATO

O melhor transdutor é aquele que produz um eco estável na condição real da peça.

A página do equipamento para chapas informa transdutores de 1, 2 ou 5 MHz, com diâmetro de contato definido de acordo com a aplicação.

01

Frequência

Frequências mais altas podem favorecer resolução e direcionamento, enquanto frequências menores podem apresentar melhor penetração em materiais com maior atenuação.
02

Diâmetro de contato

Áreas maiores enviam mais energia, mas podem não se acomodar em regiões estreitas ou curvas.
03

Faixa de espessura

O alcance mínimo e máximo do transdutor precisa incluir a espessura esperada.
04

Geometria

Superfícies curvas ou áreas restritas podem exigir diâmetros menores ou faces de contato específicas.
05

Temperatura

Superfícies aquecidas podem exigir transdutores construídos para alta temperatura.
06

Condição do material

Estrutura, porosidade, rugosidade e dispersão do som influenciam a qualidade do eco.
ANTES DA PRIMEIRA LEITURA

Uma sequência simples reduz a chance de interpretar um valor incorreto.

Antes de registrar valores, confirme material, transdutor, referência, zero, superfície, acoplante e estabilidade da leitura.

Identificar o material

Confirme o tipo de material e a velocidade sônica que será utilizada.

Selecionar o transdutor

Verifique faixa, frequência, diâmetro, temperatura e condição da face de contato.

Conferir uma referência

Use amostra ou bloco de espessura conhecida, preferencialmente do mesmo material e próximo da faixa.

Ajustar o zero

Realize a verificação do zero do transdutor conforme o procedimento do equipamento.

Preparar a superfície

Remova partículas soltas, sujeira, carepa e excesso de irregularidade que impeçam o contato adequado.

Aplicar o acoplante

Use quantidade suficiente para eliminar o ar entre a face do transdutor e a peça.

Confirmar estabilidade

Só registre a leitura quando houver acoplamento e valor estável.

PONTOS QUE REPRESENTAM A PAREDE

A inspeção precisa observar posição, direção e histórico das leituras.

Uma única leitura não representa necessariamente toda a condição do tubo.

O plano de inspeção deve definir pontos ao redor do perímetro, posições ao longo do trecho e regiões com maior possibilidade de perda de espessura.

Quando houver histórico, repetir os mesmos pontos facilita a comparação entre campanhas. A definição de pontos, intervalos, espessura mínima admissível e decisão de continuidade pertence ao plano de integridade e aos responsáveis pelo equipamento.

Identificação do trecho
Posição ao longo da linha
Orientação no perímetro
Direção do transdutor
Menor valor no ponto
Data e condição da medição
Comparação com histórico
Critério de avaliação definido
ANTES DE ACEITAR O RESULTADO

Uma leitura inesperada deve ser verificada antes de ser tratada como perda real de parede.

Antes de aceitar um valor inesperado, confira acoplamento, superfície, velocidade sônica, transdutor, faixa e temperatura.

Acoplamento insuficiente

Bolhas de ar, pouca quantidade de acoplante ou pressão irregular podem interromper o caminho do som.

Superfície rugosa

A dispersão do feixe pode enfraquecer o eco e produzir valores instáveis.

Velocidade sônica incorreta

Uma configuração incompatível com o material altera diretamente o cálculo da espessura.

Transdutor desgastado

Desgaste desigual da face pode prejudicar o contato e a direção do feixe.

Faixa incompatível

Espessuras abaixo do limite do transdutor podem gerar leituras duplicadas ou incorretas.

Temperatura diferente

A velocidade do som varia com a temperatura e pode exigir nova configuração.

TEMPERATURA DA APLICAÇÃO

Calor altera o material, o transdutor e a interpretação da leitura.

A velocidade do som varia com a temperatura. Quando a superfície está aquecida, a configuração realizada em condição ambiente pode deixar de representar a inspeção real.

Para temperaturas elevadas, a referência deve estar próxima da temperatura da peça e pode ser necessário utilizar transdutor específico para alta temperatura.

O tempo de contato deve ser limitado ao necessário para obter uma leitura estável, evitando aquecimento excessivo do transdutor.

O medidor para chapas possui faixa de temperatura de operação informada entre -10 °C e 60 °C. Isso não significa que qualquer transdutor possa permanecer em contato com superfícies na mesma faixa ou acima dela.

O MEDIDOR FORNECE A ESPESSURA; O PLANO DEFINE A DECISÃO

A leitura precisa ser interpretada dentro de um critério de inspeção.

O equipamento pode fornecer

O plano de inspeção deve definir

O instrumento apoia a inspeção, mas não substitui o procedimento, a qualificação do operador nem a avaliação do responsável técnico.

Na inspeção de chapas e tubulações, precisão começa quando material, transdutor, superfície e procedimento trabalham sob a mesma referência.

Tecnomedição — Espessura medida com contexto técnico
PERGUNTAS FREQUENTES

Dúvidas sobre inspeção de chapas e tubulações.

Respostas para dúvidas frequentes sobre acesso por uma face, transdutores, acoplante, ferrugem, tubos curvos e interpretação das leituras.

Não. A medição ultrassônica de espessura pode ser realizada com acesso a apenas uma face, desde que o material e a condição de inspeção sejam compatíveis.
A resposta depende da espessura, do revestimento, do material, do transdutor e do modo de medição. A aplicação deve ser avaliada antes de assumir que a leitura corresponde somente à parede metálica.
Pode ser possível, mas a curvatura e a área de contato exigem atenção. O manual orienta comparar leituras com o transdutor paralelo e perpendicular ao eixo e considerar o menor valor.
A escolha depende do material, faixa, curvatura, área de contato, temperatura e qualidade do eco. A linha para chapas trabalha com opções de 1, 2 ou 5 MHz conforme a aplicação.
Ferrugem, carepa e rugosidade podem prejudicar o acoplamento e produzir leituras instáveis. A superfície deve ser preparada sem criar irregularidades adicionais.
O acoplante elimina a camada de ar entre o transdutor e a peça, permitindo a transmissão da energia ultrassônica.
Não isoladamente. Primeiro é necessário repetir a medição, verificar superfície, acoplamento, transdutor, configuração e faixa. A interpretação final depende do plano de inspeção.
Não. Um medidor de espessura é destinado ao cálculo da parede no ponto inspecionado. A localização e caracterização de descontinuidades podem exigir outro equipamento e outro procedimento.